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 [FIC] - Eyes of a Deep Sadness...

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Lili_Shinigami
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MensagemAssunto: [FIC] - Eyes of a Deep Sadness...   Sab Mar 07, 2009 9:49 am

Eu comecei agora recentemente a ler mangas, antes não conseguia ler nem por nada, davam-me sono, mas recomendaram-me um: "Cat Street", em que me disseram que era sobre uma rapariga sem amigos e isolada do mundo e tudo mais, e como me identifiquei com isso de uma certa fase da minha vida, esse manga despertou em mim, muitos sentimentos antigos, e muitos outros que andam a cá dentro, e reacendeu esta vontade de voltar e escrever e também de expressar o que sinto, tudo que tenho cá dentro, e transformar em algo, que espero que dê apoio a quem precisa e que signifique algo para alguém, tal como já li coisas que me fizeram pensar muito e simples palavras me ajudaram sempre em algo...


Exclamation É uma fic sobre as várias fases da vida, desde a infância passando pela adolescência até à actualidade. Sobre pensamentos, atitudes e situações que se se vai passando na vida...

É baseada em factos reais, uma história de vida, ou quem sabe de muitas... Com imaginação à mistura e tento "japonizar" o máximo possível.
É passada no Japão, utilizo muitas expressões japonesas, e insiro todos os meus conhecimentos sobre essa cultura o melhor que sei, por isso todas as criticas correcções e opiniões são mais que bem vindas! ^^
O meu estilo, é o "free stile", escrevo conforme me vai na alma,
não tenho nada planeado nenhum fim planeado e a história em si, vou
escrevendo conforme ela sai...

Nota: As imagens das personagens que uso, não são por ser de animes mangas ou o que seja, simplesmente procura uma imagem que me transmita tudo aquilo que procuro para a minha personagem, tal como a vejo ou em quem foi inspirada, e então como é óbvio, todas as imagens tem os seus direitos de autor!

***

Personagem principal


Nome: Shimizu, Ran
Idade em que narra a história: 22
Mês de Nascimento: Março
Signo: Peixes / Dragão
Grupo sanguíneo: A+
Hobbies: Ler (livros e manga), ver animes e escrever

----

Passa-se no Japão, pelas zonas de Kyoto, é suposto ser contada, num futuro que ainda não chegou, pela jovem japonesa, Ran Shimizu.

-----




Prologo

- "Porque é que tens... uns olhos tão tristes?"
Olhei para ele, ali sentado, surpreendida...
- "Quem és tu??"
- Perguntei, olhando para aquele rapaz, que me transmitiu um sentimento confuso, como se eu já o conhecesse, mas tivesse esquecido...
- "Eu sou aquele... Que quer saber o porquê dos teus olhos... serem de uma profunda tristeza..."
- "O que...."
Thump Thump ... Thump Thump - O meu coração batia, tão forte que quase me sufocava, e eu hipnotizada por aquela voz profunda, cortante - "Quem..."
- "E eu sou aquele...." - Interrompeu-me ele, levantando-se e pondo-se à minha frente, olhando bem fundo, nos meus olhos "aquele que os vai livrar dessa tristeza...."

---

Vocês já sentiram a solidão?...
Sentir... Que não existe um lugar... Onde pertencemos... Sentir...
Que todo o mundo é diferente... Regido pelo mal... Más pessoas... Que somos... Ou bom demais... Ou parvos... Ou parvos por sermos bons demais...
Quando tudo o que as pessoas nos fazem, é nos usar, trair e deitar fora... Humilhar... Desiludir...

E no entanto, pensar: "Mas como?... Como as pessoas conseguem viver com elas mesmas? Não sentem remorsos? Como conseguem viver com as coisas que fazem? Se eu fizesse algo assim... Sufocaria... Então... Porque sempre me fazem isso a mim?
Talvez seja... Por eu não conseguir fazer igual... Me torno uma vitima?..."

Eu não sei... Não sei quem sou nem o que quero ser, nem sei onde pertenço ou se tenho onde pertencer...
Completamente rodeada de pessoas... Sinto-me absolutamente sozinha, abandonada, insignificante... Na minha tristeza...

Vejo ao longe amigas a rirem-se ao saírem juntas... às compras, ao cinema....
Do outro lado... Casalinhos de namorados... de olhos ternos e corações quentes apaixonados, de mãos dadas e aos abraços e penso...
"Porque é que eu não posso ter algo assim? Porque é que só os outros tem direito de viver algo assim?..."


Esta é a história...
...Destes olhos tristes...


*****
Spoiler:
 


***


Capitulo I - Primeira Paixão - Primeiro Beijo (1a parte)

Se vocês olharem para trás no tempo, e pensarem na vossa infância, não parece longínqua e irreal?...
As coisas que ainda não sabíamos, mas que tínhamos a certeza de saber, a ingenuidade e a inocência...

Como se vivêssemos num mundo só nosso, um mundo de sonhos e fantasia... Onde a realidade era o que nós fazíamos dela, éramos nós que a criávamos e nela em que vivíamos...

Quando acreditávamos que tudo podia acontecer, bastava acreditar... As histórias de fantasia, criaturas irreais, tudo do imaginário, para nós, realmente existia, mesmo que não o víssemos, acreditávamos nisso com todas as nossas forças...

Era um mundo repleto de esperanças, sonhos e certezas....


- Yosh! - Disse eu, cerrando o punho com confiança junto ao peito, escondida atrás de uma árvore, no parque atrás da escola, vendo os jovens do ensino superior sentados na relva a apanhar sol, a conversar, outros a darem toques de bola, outros ouvindo musica e outros lendo manga.

O jovem em que eu estava com a minha atenção fixa, estava a desenhar, como sempre, personagens que ele tão bem criava para os seus Dojinshi.

- É hoje! - Repeti eu, desajeitando o meu uniforme castanho, composto por uma saia castanha, camisa branca e meias brancas até ao joelho, colete e gravata azul e sapatos castanhos - Maldito uniforme reles - Grunhi, abrindo a gravata e deixando-a toda torta - Yosh! É hoje! - Repeti mais uma vez - Hum... - Cruzei os braços e mordi o lábio inferior - Yoko, Tomoko!- Chamei pelas minhas duas melhores amigas de escola, que estavam sentadas junto à árvore atrás da qual eu me escondia, Yoko a ler um manga, e Tomoko como sempre, com um livro de exercícios, a estudar alguma matéria muito mais avançada do que aquela em que íamos, possivelmente uns bons anos mais... - É hoje, certo?! - Perguntei de novo, sentindo a coragem a desaparecer toda, e começando a tremer levemente.

- Ran... - Suspirou Yoko, não levantado os olhos do manga que estava a ler - Já passamos por isto mais de mil vezes! Tu nunca vais ter coragem para fazer isso! - Olhou para mim com óbvia falta de paciência para com as minhas incertezas.

- Tomoko - Voltei-me para ela, que estava a rabiscar o livro de exercícios - Tu confias em mim, né?

- Sabes bem que sim, Ran - Levantou os olhos do caderno e olhou para mim, sorrindo - Ganbatte!

- YOSH!!!! - Gritei, saltei por trás da árvore com as mãos nas ancas - EU SOU UMA BELA GUERREIRA, DO AMOR E DA JUSTIÇA, E EM NOME DA LUA .... Ouuccch!!!! - Cai no chão, com Akira e Tomoko por cima de mim, Yoko tapando-me a boca e Tomoko puxando-me de novo para trás da árvore.

- Estás maluca?! - Murmurou Yoko, ainda a tapar-me a boca - O que pensas que estás a fazer?! Pensas declarar-te ao Ryo Saito dessa maneira?!

Afastei a mão dela - Não me deixaste acabar! - Murmurei - Ia dizer, EM NOME DA LUA, VOU CONQUISTAR-TE! - Ficaram as duas boquiabertas a olhar para mim.

- Porquê? - Perguntou incrédula Tomoko.

- Sabes... Tens mesmo deixar que ver esse anime porque .... - Começou Yoko

- Tens razão!! - Cortei, levantando-me, desajeitando de novo o uniforme - Ficaria melhor: "Em nome da lua, vais" ...

- EM NOME DA LUA NADA!! - Gritou Yoko - Ran-chan - Pegou nos meus ombros, falando mais baixo - Se o Ryo...

- Se o Ryo o quê?! - Cortou uma voz masculina, por trás de mim, que fez as minhas pernas tremer com o arrepio que me correu a espinha - Ohayo, Bishoujou - Voltei-me para ele e vi-o a sorrir para mim, o que aumentou os meus tremores - Yoko-chan, Tomoko-chan Ohayo!

- Ohayo! - Exclamaram em uníssono

- Então Bishoujou, o que foi desta vez? Voltaste a meter-te em lutas com rapazes, e as tuas amigas tiveram que te ir segurar mais uma vez? - Perguntou rindo, pondo as suas mãos sobre os meus ombros.

- Iie, chigaimasu!!! - Empurrei-o, saindo debaixo dos ombros dele, e fiquei virada para ele de frente, com as mãos nas ancas, enchi as bochechas e fiz beicinho - Hoje estou numa missão mais importante!

- Que bom ver-te assim cheia de energia , HAHA - Riu-se, sentando-se junto à árvore onde estávamos - Conta lá então... A tua missão super importante... - Ficou a olhar fixamente para mim com aqueles olhos pretos rasgados e rosto bonito que me faziam tremer as pernas.

- Haaaaaamm... É que... Sabes... E depois... Hammm... A Yoko... - Apontei para onde ela deverias estar - Oréé?!! - Olhei à procura delas, mas já se estavam a afastar em direcção à escola. Yoko olhou para mim, fez adeus com as mãos e seguiu em frente.
Tomoko sempre com os olhos nos livros - Minna!!!! - Chamei inutilmente.


No dia em que conheci Ryo Saito...

Estava um dia quente, eram as férias depois do final das aulas, e eu estava no meu quarto, a ler uma manga Shoujo deitada na cama, de barriga para baixo quando ouvi uma camioneta a parar lá fora. Primeiro nem liguei, e continuei concentrada na leitura, mas depois chegaram até mim, muitas vozes de homens a chamarem-se uns pelos outros e darem ordens e pareciam estar a carregar com coisas.

- O que se passará? - Levantei-me e fui até à janela, abri o cortinado e espreitei para fora...
Estacionado à porta da casa ao lado, estava uma carrinha de mudanças, e atrás um carro preto a estacionar.

- Oré, vamos ter vizinhos novos?! - Olhei mais um pouco aquela agitação, pouco depois perdendo o interesse, e estava a preparar-me para me voltar a deitar a ler o manga, quando algo me chamou a atenção.
Do carro preto, uma porta de trás do lado direito abriu-se, e segurando uma grande caixa de cartão, saiu um jovem alto de cabelo preto e rosto fino muito bonito... O meu coração começou a bater muito depressa, olhando para aquele jovem de ar sério, olhando curioso à sua volta.
Fiquei agarrada ao cortinado a olhar para ele, até que, como que sentindo a minha presença, olhou directo para a minha janela e logo para mim. Sem que tivesse sequer tempo para pensar, a minha reacção foi atirar-me para o chão, para longe da vista dele, completamente corada com a cara toda a arder.
Encostei-me a parede junto à janela, e pus a mão sobre o coração.

- Kirei!!! É quase igual aos rapazes dos meus mangas! Hiiiii!! - Apertei o manga que tinha na mão junto ao peito, excitadissima por um rapaz daqueles ir viver mesmo para o meu lado.
Passado um bocado, ganhei coragem e voltei a levantar-me, e muito sorrateiramente, desviei um pouco o cortinado e voltei a espreitar. O rapaz estava a ajudar 4 homens a descarregar as coisas da carrinha para dentro de casa.

E ali fiquei eu, o resto da tarde, observando-os, escondida atrás do cortinado...


(Continua 2a....)
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MensagemAssunto: Re: [FIC] - Eyes of a Deep Sadness...   Sab Mar 07, 2009 7:14 pm

ohô!!!! ta bom ^^
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MensagemAssunto: Re: [FIC] - Eyes of a Deep Sadness...   Dom Mar 08, 2009 9:46 am

Tou a gostar! Continua ^^

É sempre bom escrever. Parabéns por teres voltado a fazê-lo.

Só há uma coisa com a qual eu atrofio um bocado e me faz mesmo não ler fics nem afins: a escrita "ajaponisada". Expressões, nomes etc. Acho que fica sempre mal, corta o ritmo do texto...enfim. Mas se gostas de escrever assim, dá-lhe liló!
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Lili_Shinigami
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MensagemAssunto: Re: [FIC] - Eyes of a Deep Sadness...   Dom Mar 08, 2009 11:18 am

hina~chantilha - Obrigada! ^^

Elric - Obrigada pelo apoio, por acaso estou a gostar bastante de inserir aqui estas expressões japonesas, e para o desenrolar da historia vai-me dar jeito escrever assim, e mesmo por gosto pessoal, estou a adorar e tento usar o melhor que consigo para que saia o mais natural possível a ver o que consigo fazer!
Obrigada pelo coment! Razz

Este primeiro capitulo custou bastante a escrever, pois custa-me voltar a estas situações da infância, mas como vai ter o seu significado mais para a frente da história, é mesmo necessário! tongue



*****

1ºCapitulo (Segunda parte)

No fim da tarde, tudo se acalmou, o barulho de homens a gritar e coisas a serem pousadas e arrastadas cessou. Vi a camioneta das mudanças a ir embora e todas as luzes da casa estavam acesas.

Deixei de me esconder de lado atrás do cortinado, e abri a janela. Sons abafados de móveis a serem arrastados e caixas a serem abertas de dentro da casa em frente chegavam até mim.

Pousei os cotovelos no parapeito da janela e fiquei a olhar para a casa, sentindo o ar quente do verão, e uma leve brisa fresca que fazia os meus cortinados abanarem levemente.

Tão concentrada estava nos meus pensamentos, que não ouvi a janela em frente à minha a abrir-se.
- Konnichiwa! - Exclamou uma voz masculina jovem.

- AAAAH! - Gritei assustada e quando olhei para onde vinha a voz e vi aquele rapaz bem à minha frente, sorrindo para mim, assustei-me ainda mais e atirei-me para o chão do meu quarto.

- Omae o! - Chamou ele - Já é a segunda vez que te escondes de mim. Sou assim tão assustador? - Perguntou, apoiando as mãos no parapeito e empoleirando-se na janela, pondo o tronco de fora, tentando ver-me.

- i..i... iie! - Balbuciei

- Éééé?! - Gritou - Disseste algo?

A tremer, pus-me lentamente de joelhos e espreitei pela janela, apenas até à altura dos meus olhos e repeti:
- Iie!!

- Porque tens medo de mim?! - Perguntou, apoiando os cotovelos no parapeito da janela e sorrindo para mim.

- Não tenho!! - Gritei, pondo-me totalmente de pé sem me aperceber - Eu sou a rapariga mais corajosa da minha escola! - Antes de tomar consciência do que tinha dito, já me tinha arrependido do que dissera.

- HAHAHAHAHAHAHAH - Riu-se ele - Sou Desu ka?! Então é para mim uma honra ser teu vizinho!

Paralisei com a vergonha. A coisa que eu mais detestava era que me vissem somente como uma criança, e me tratassem como tal. E por ele me estar a tratar como uma igual, estava a pôr-me confusa, o que me fazia aquilo que eu mais detestava, que era ter atitudes infantis. Cerrando os punhos com força e com a cara toda a arder, tremendo por todos os lados, controlei-me para não me voltar a esconder.

- Konnichiwa, watashi namae wa Saito Ryo desu. - Fez uma reverência -Hajimemashite douzo yoroshike.

- Ko… Konnichiwa… watashi namae wa Shimizu Ran desu – Retribui a reverência - Hajimemashite douzo yoroshike.

- Que nome bonito! - Exclamou

- A... Arigatou! – Exclamei, olhando envergonhada para o chão.

- Hum... Os teus pais vem aqui, nos conhecer? Creio que a minha Okaasan vai fazer um bom jantar para comemorar-mos a nossa chegada aqui e convidar os vizinhos e… - Tagarelou ele

- Eles não vão…- murmurei eu, ainda olhando para o chão.

- Não vão? - Perguntou ele com uma expressão preocupada.

- Eles estão a trabalhar - Respondi - Okaasan sai de manha cedo e volta só à noite, depois da hora de jantar, e Otoosan chega muito tarde, quando já estou a dormir. E eu quando vou para a escola, ele ou está a dormir ou já saiu, por isso eles quase nunca estão em casa.

Olhei para ele e surpreendi-me vendo-o espantado e triste a olhar para mim.

- E…. Não te sentes sozinha? -
Perguntou, notando-se na voz dele um tom triste.

- Às vezes... Sinto-me triste e sozinha... -
Disse, voltando a encostar-me no parapeito da janela e olhar para o chão da rua - Demo... - Olhei para ele e sorri - Tenho as minhas nakama, Yoko e Tomoko! Às vezes dormimos na casa umas das outras! E quando eu estou sozinha em casa, tenho sempre mangas e animes para ver e os deveres da escola, também faço as
limpezas e cozinho, e o tempo passa depressa... Quando dou por mim, já é hora de voltar para a escola, e eu fico muito feliz, por voltar a estar com minna-san!


Ele ficou a olhar para mim, muito sério, o que me começou a incomodar. Não queria que se preocupasse comigo ou me julgasse fraca.

- Hum... - Olhou para mim, e depois para as minhas mãos - Que manga é esse que não largas? - Perguntou, apontando.

- Ahh - Mais descontraída pela mudança de assunto, fiquei mais animada - Sailor moon!! - Exclamei, mostrando o manga.

- Gostas de Sailor Moon?!

- Muito! É o meu anime preferido! !! - Exclamei com entusiasmo, abraçando o manga - Eu amo o Seiya!! - Deixei escapar, com o entusiasmo. Ficando de seguida ainda mais envergonhada ainda do que já tinha estado até ao momento.

HAHAHAHAHA!! - Riu-se ele - Honto ni?! - Ele abriu a boca para dizer algo, quando de repente a sua expressão mudou, como que se tivesse recordado de algo - Oh! Matte! - Disse, metendo-se para dentro do seu quarto e deixando-me a olhar para o sitio onde ele tinha estado.

- Aqui - Quando voltou pouco depois, trazia algo na mão - Apanha!! - Gritou, atirando-me com algo.

Por instinto, apanhei o que me havia mandado, deixando cair o manga no chão do meu quarto e apanhando o que me atirara com as duas mãos. Quando as abri e vi o que era, o meu coração pulou de alegria - Seiya!

Era um porta-chaves do Seiya em miniatura.

- Sabes, eu escrevo e desenho doujins, por isso tenho uma grande colecção de animes, mangas e muitas figuras... - Replicou, feliz com o meu entusiasmo - A minha Okaasan está sempre em casa, e eu também passo aqui muito tempo a desenhar – Olhou para a sua escrivaninha, que ainda estava por montar no chão, e depois olhou para mim, de novo – E a minha mãe, sempre desejou ter uma rapariga, a quem ensinar o que sabe por isso, por isso vai adorar receber-te! Então sempre que nos quiseres fazer companhia, és bem-vinda! - Exclamou, abrindo os braços.

O meu coração começou a bater muito depressa, e um sentimento de algo grande a sair de dentro de mim, uma felicidade imensa espalhou-se pelo meu corpo. Pensar que agora ia ter companhia para as minhas horas de solidão, e por ele me tratar como uma igual, apesar de mais velho que eu, senti-me mais feliz naquele segundo, do que me lembrava alguma vez ter sentido até ai.

- ARIGATOU GOZAIMAZU!! - Gritei feliz!

(Continua 3a parte)
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Elric
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MensagemAssunto: Re: [FIC] - Eyes of a Deep Sadness...   Seg Mar 09, 2009 10:35 am

Essa miúda pá...só vê Sailor moon e rapazes à frente...-.- Ou não! xD Continua! ^^
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Lili_Shinigami
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MensagemAssunto: Re: [FIC] - Eyes of a Deep Sadness...   Seg Mar 09, 2009 10:59 am

Erlic - Somente para dar um bocado da sensação dos bons tempos da infância antes do drama chegar.... tongue tongue

***

1ºCapitulo (Última parte)


Os meses que se seguiram, recordo-os como um dos mais felizes e inocentes da minha vida.
Todas as tardes, eu ficava no quarto de Ryo a ler, víamos animes juntos ou simplesmente olhando para ele a desenhar e a escrever. E apenas só por poder estar ao pé dele e olhar para ele, já me deixava tremendamente feliz.

E ele, sempre me tratando como uma igual, nunca me fez sentir como se eu não fosse nada mais do que apenas uma criança, pedia-me opiniões e contava-me as histórias que imaginava e escrevia, e eu sentia-me inchar por dentro de felicidade, por ele me dar tanta importância.

Quando ele saia para o curso depois das aulas, ou quando ia sair com os amigos, eu ficava com a mãe dele, Azumi-san, que me ensinava a fazer muitas coisas. A cozinhar, a costurar e outras tarefas que eu gostava muito de fazer e me divertia a aprender.

Azumi-san também me levava de compras ao centro, entrava-mos nas lojas e víamos as coisas à vontade e sem pressas. Azumi-san comprava sempre um bolo para eu comer, quando nos vínhamos embora, que eu comia, muito feliz.
Muitas vezes também me convidavam para jantar, hora essa em que o pai de Ryo, Saito-san chegava do trabalho, e comíamos todos juntos, como uma verdadeira família.

Saito-san era muito extrovertido, e fazia-me rir muito cantando canções sem sentido e pondo pauzinhos no nariz e fazendo muitas figuras só para me ouvir rir, e quando Ryo se lhe juntava, eu e Azumi-san chorávamos de tanto rir…

***

Ryo e eu íamos sempre os dois juntos para a escola. A minha escola ficava mesmo ao lado da dele, e havia um jardim por detrás das duas, onde todos se reuniam. Pelo caminho, íamos sempre na brincadeira, e a conversar.

Um dia, ao sair da escola caminhando para casa, passaram 4 raparigas por nós, todas produzidas com sapatos de grandes saltos rindo-se e conversando alto.

- Ryo? – Chamei.

-Hum?! – Indagou ele, distraído rabiscando um caderno de esboços enquanto andava.

- Eu nunca vou ser assim, né? – Perguntei, parando triste, ficando a olhar para elas.

Quando sentiu que eu não o acompanhava, parou e olhou para mim.
- Gomen Bishoujou, não ouvi o que disseste – Disse, guardando o caderno na mala.

Apontei para as 4 raparigas que se afastavam – Assim!
Ryo olhou para elas com uma expressão de confusão e perguntou:

- Assim como?

- Eu olho para elas, e vê-se que são crescidas… - Repliquei, numa voz triste – Tem um bom corpo, e nota-se pela cara a idade que tem, parecem mesmo ter uns 19 anos, e são femininas e alegres…

Ryo ficou totalmente surpreso e confuso a olhar para mim.

- Eu olho para mim, e sinto-me uma miúda... Sempre envergonhada e chorona e com cara de menininha –
Continuei – Por mais que aqui dentro eu sinta que sou e quero ser “grande”, não consigo mostrar isso por fora, e não consigo acreditar que um dia possa ser como elas! – Cerrei os punhos com força e olhei para elas, que iam já muito longe, com raiva – Vou ter sempre cara e corpo de menina, vou ser sempre pequenina e insignificante! Eu sinto-me um verme quando elas passam assim por mim, e me ignoram ou quando me olham de lado, não ligam nem respeitam o que eu digo ou penso… - Comecei a andar lentamente arrastando os pés pesadamente – Sinto-me tão inferior ao pé delas, tão insignificante, sinto que nunca vou ser ninguém que alguém vá respeitar assim e dar-me valor, e isso põe-me faz-me sentir tão infeliz – Parei ao lado de Ryo e olhei para ele – Até o Ryo parece ter a idade que tem, com corpo que tem, não parece aqueles chibis macacos da minha sala que só sabem dizer “Songoku”!
Demo… Watashi... -
Olhei para o sitio onde elas já tinham saído de vista – Acho que nunca me vou sentir assim… Sentir-me igual ou superior a alguém… - Olhei para Ryo, que estava concentrado a olhar para mim – Entendes?

- Bem, Ran – Ele coçou a cabeça – Não estava nada, zen zen, a espera de que me dissesses algo tão profundo assim de repente – Olhou para mim e sorriu gentilmente – Para ti, o mundo adulto ainda é muito irreal, né? Como que, tu nem consegues imaginar que a tua mãe já foi pequena como tu, sentes que ela sempre foi assim, tal como é, né?

Vendo o meu olhar surpreso, ele riu-se. Fiquei muito surpreendida mas feliz, pela forma compreensiva que falou comigo e não me tratou como se eu tivera dito algo esquisito ou sem nexo.

- Hai! – Exclamei, afirmando com a cabeça – Mas… Mesmo que me digas isso, eu sinto que nunca vou ser uma mulher a sério! – Comecei a sentir o nariz a arder e os olhos a ficarem molhados. Ryo pôs o seu braço à volta dos meus ombros e encostou-me a ele e continua-mos a caminhar.

- Pois eu não sei se vais ficar igual a elas, ou se algumas vez vais deixar de te sentir assim – Disse, num tom sério - mas de uma coisa eu tenho a certeza – Olhou para mim, e eu para ele, afastando-me um pouco e dobrando o meu pescoço
para trás para conseguir olhar para o seu rosto sorridente - Tu vais ser uma linda mulher, melhor que essas todas! – Afirmou com uma voz convicta e cheia de confiança .

Vendo-me a olhar para ele muito corada, mas com ar de dúvida para ele, perguntou
simplesmente, pondo-se à minha frente agarrando-me pelos ombros: - Confias em mim?

Apesar de continuar a sentir a dor e tristeza daquela incerteza, senti o coração inchar de alegria com o que ele me dissera, limpei as lágrimas e por esse dia me esqueci desse assunto que tanto me incomodava.

***

Várias vezes, Ryo tinha que me vir separar, quando eu me metia em lutas com os rapazes, que me tentavam roubar os mangas de Sailor Moon, e se punham a fazer as posses de Sailor Moon para gozar.
Ryo pegava em mim pelo tronco, e eu ficava a espernear na horizontal, enquanto ele mandava chutos ou carolos aos rapazes para se afastarem de mim.

Depois de os rapazes fugirem, pousava-me no chão e desatava-se a rir a olhar para mim, o que me deixava furiosa.
Numa dessas vezes, disse-me:

- Um dia, em vez de andares à tareia com os rapazes, vou ter que ser eu que vou ter que andar à tareia com eles, para os afastar de ti, para eles pararem de te pedir em namoro, não é? – Gargalhou ele.

- IIIIIIEEEEE!!! QUE NOJO! – Gitei - Não quero nada com aqueles macacos! – Repliquei fazendo uma careta de enjoada – Além disso, eu já sei com quem me vou casar! – Cantarolava, toda feliz.

- Com o Seiya, né? – Desatava-se ele a rir.

- Quem sabe, quem sabe… - Dizia eu, pondo um dedo em frente aos meus lábios e com um sorriso matreiro.


***
Um dia...

- Ran-chan? - Chamou Azumi-san, espreitando pela porta do quarto de Ryo, onde eu estava a ler um livro enquanto ele deitado no chão desenhava - Podes vir comigo um bocadinho?

- Hai, Azumi-san! - Exclamei feliz, levantei-me e segui-a para fora do quarto.

- Sabes que dia é amanhã, Ran-chan? - Perguntou-me, falando baixinho.

- Anooo... -
Pensei - Dia 14 de Fevereiro?

- Ee, soo desu...-
Murmurou - Sabias que é o dia dos namorados né, Ran-chan?

- Hai! Azumi-san -
Comecei a ficar corada.

- Se quiseres – Olhou sorrateiramente para os lados, confirmando se não se encontrava ninguém a ouvir - Eu ensino-te a fazeres um bom chocolate para o Ryo! Gostarias de lhe oferecer um, amanhã?! -
Perguntou-me, gentil como sempre, com um leve sorriso comprometedor.

Olhei para ela, muito corada e com os meus olhos a turvarem-se pelas lágrimas. A sensação que me invadiu, de alívio por Azumi-san ser tão boa para mim e saber que eu gostava muito do Ryo e apoiava esse sentimento, foi maravilhoso.

- Arigatou Azumi-san... Arigatou Gozaimasu! - Sussurrei feliz, dando-lhe um forte abraço.

Nessa tarde, divertimos-nos imenso as duas, fazendo um grande chocolate para Ryo.
Azumi-san tinha muitos ingredientes saborosos, e sabia muitos truques para usar e tinha uma grande forma em forma de coração, fazendo com que sai-se perfeito e saboroso. Essa foi uma tarde inesquecível, com Ryo tentando entrar na cozinha constantemente, curioso com o que estávamos a fazer, e eu e Azumi-san expulsávamos-o da cozinha, ignorando-o mesmo quando ele fingia que chorava e morria de fome atrás da porta da cozinha.

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Lili_Shinigami
Portador de fragmentos do Death Note
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MensagemAssunto: Re: [FIC] - Eyes of a Deep Sadness...   Seg Mar 09, 2009 11:05 am

De regresso àquela árvore, no jardim por trás da escola…


- Então Bishoujou? –
Meteu os braços em volta dos joelhos, olhando fixamente para mim – Que missão super secreta é essa em que te encontras?!

- Anoooo…. - Olhei para todos os lados, buscando uma boa desculpa, olhei para ele e apontei-lhe para a cara – Em nome da lua, não posso dizer-te! - Afirmei muito seria, afastando-me dele.

Oréé? - Junto à árvore em que antes estávamos as três, estava a minha mala tombada, meio aberta, com algo vermelho quase a sair dela. Ryo esticou a mão e apanhou o embrulho vermelho – Nani kore?!

- Nyyyaaaaaa!!! Nan demo arimasen!!-
Corri para tirar-lhe o pacote das mãos. Ryo ao ver-me a correr na sua direcção levantou-se, e quando eu cheguei ao pé dele, ele usou o seu tamanho em relação ao meu como vantagem e com o braço esticado por cima da sua cabeça com o meu pacote, afastou-o do meu alcance.

- YAMATE! - Gritei - Dá-me, é meu! - Aos saltos tentava chegar até ao embrulho e ele afastava-se e ria.

- HAHAHAHA Ran-chan!! Quem é o sortudo que vai receber um chocolate teu?! - Correu para longe de mim, parou uns metros mais à frente e pôs-se à procura do nome para quem era destinado o embrulho.

Corri com todas as minhas forças e fui contra ele, atirando-o ao chão. - NYYYAAAAAH!! Não vejas!! - Supliquei

Não me fazendo caso e a rir-se como um louco, ele deitado na relva e eu sentada por cima da suas ancas. Quando me dei conta disso, corei como acho que nunca tinha corado na vida, gritei e sai de cima dele, caindo para trás.

Estava toda a gente a olhar para nós, pelo barulho que fazíamos, Yoko e Tomoko rindo junto à entrada da nossa escola, e os amigos de Ryo uns abanando a cabeça reprovadoramente e outros a rirem a gargalhada.

- HAHAHAHA – Ryo ria-se perdidamente - És tão inocente Ran! - Olhou para a parte de trás do pacote, e viu o nome do destinatário - Ohhh... -
Abriu um grande sorriso- É para mim?! Ou para alguém com o mesmo nome que eu? - Riu-se à gargalhada.

Sentando-se abriu o pacote, e viu um grande chocolate em forma de coração, e escrito nele em letras grandes: “Daisuki”.

Fiquei a tremer de vergonha e sem saber o que fazer, vendo toda a gente a olhar para nós. Olhei para ele, ali sentado a olhar para o chocolate e depois olhou sério para mim.

- Arigatou… Ran – Exclamou, olhando para mim muito sério, como nunca antes o tinha visto.

Senti um estranho “back” horrível no coração, um pressentimento que algo não estava bem, e algo horrível ia acontecer…
Ele levantou-se, sacudiu-se, chegou-se junto a mim e abraçou-me, em frente de toda a gente.

Ouvindo expressões de surpresa de algumas pessoas ao redor, senti que me ia derreter, de vergonha e de felicidade e durante uns segundos fiquei sem reacção. Depois retribui o abraço com muita força e comecei a chorar.

- Honto ni… Daisuki, Ryo-sempai!! – Exclamei numa voz abafada por estar com a cara no peito dele.

Ele afastou-me gentilmente pelos ombros, para me poder olhar para o rosto. Com os dedos limpou-me as lágrimas e sussurrou:
- Vem comigo Ran.

Fiquei confusa, sentia-me perdida, não sabia porque ele me estava a tratar assim à frente de toda a gente, sem se importar com nada nem ninguém.
Eu sentia que isso era algo bom demais para estar a acontecer, mas também sabia que os amigos iriam gozar com ele, e ele podia meter-se em problemas… Apesar de eu detestar que me vissem somente como uma rapariguinha, sabia que a nossa diferença de idades era grande demais para ser aceite pelos outros.

Levou-me para a parte afastada de todos do jardim, sentou-se encostado ao tronco de uma cerejeira e sentou-me ao colo dele.
Sentia que a minha cara ia arder toda, de tão corada que estava.

- Ran… - Começou ele - Vou mudar-me para Tokyo para a Semana que vem - Disse de uma vez, olhando em frente.

Thump thump Thump thump Thump thump - O meu coração começou a acelerar, aquela sensação de que algo estava terrivelmente errado, uma sensação de enjoo e mal-estar – Nani?! – Perguntei, confusa, pois o que ele dissera, não fazia sentido nenhum para o momento.

Ele olhou para mim, com o rosto marcado de tristeza, e com um sorriso triste, disse:
- Consegui entrar para uma faculdade de arte. Vou especializar-me em desenho. Para os meus dojinshi… - Olhou para mim - Tu sabes que o meu sonho, é ser um profissional… Desenhar os melhores mangas históricos, quero realizar esse meu sonho Ran.

Como me soava estranho aquele seu tom sério. Não sabia se haveria de ficar triste ou feliz. Feliz por ele ter conseguido atingir o seu objectivo, triste por se ir embora. Dentro do meu peito um número sem fim de emoções contraditórias, dor e alegria, o meu coração bombeava tanto e tão depressa, que eu estava a começar a ficar tonta, enjoada.

- So... so... So desu ka? - Balbuciei - YOKATTA!! Eu sabia que ias conseguir! - Segurei-lhe as mãos - Estou muito feliz por ti, Ryo-sempai.

- Bishoujou... – Apertou-me junto a ele e sussurrou – Se eu pudesse, levava-te comigo, eu não te quero deixar aqui sozinha de novo e…

- Iee! – Afastei-o e olhei para ele, sem me dar conta de que tinha as lágrimas a escorrerem-me pelo rosto – Daijoubu! Eu não sou uma criança, eu fico bem sozinha, sempre fiquei! Tu vais realizar o teu sonho! Eu quero… - O meu peito começou com convulsões involuntárias, e eu nem me dava conta do quanto eu estava a chorar, eu só queria mostrar-lhe a minha força – Eu quero muito ler os teus mangas, totemo, totemo, totemo! Tens que ser o melhor de todos! Eu quero! Eu fico bem sozinha, eu espero por ti! – Abracei-me a ele e chorei até não aguentar mais.

Ele retribui-me o abraço, e ali ficámos os dois, no que considerei ser o momento mais romântico e trágico da minha vida…


***

A despedida…


Estava um dia bastante negro, apesar do calor e de abafado... Como se o tempo estivesse a sentir a minha tristeza…

Mais uma vez, assisti às mudanças da casa ao lado, mas desta vez não foi escondida atrás do cortinado no canto da janela, mas sim no meio dela.

Ajudei no que pude a empacotar as coisas, sentindo o coração como se estivesse a encolher e como que a murchar cada vez mais. Passava os dias com os olhos vermelhos e inchados, e já não me lembrava do que era sorrir.

Quando a última camioneta das mudanças partiu com as últimas coisas, olhei para aquela casa onde tinha sido tão feliz, sentindo-me tão vazia quando ela estava agora.
Em frente ao portão, o carro preto de Saito-san.

- Ran-chan –
Azumi-san chegou-se junto a mim e com uma mão no meu ombro e outra tocando-me no rosto gentilmente disse – Alimenta-te bem, sim? Cuida de ti, toma cuidado… - Começou a chorar e abraçou-me – Tu és uma boa menina Ran, não te metas pelos maus caminhos, cuida de ti, e sempre que te sentires sozinha, lembra-te que gostamos mesmo muito de ti, e que queremos que nos venhas visitar - Abraçou-me com muita força, quase me magoando – Ganbatte! - Deu-me um beijo na face, e a chorar entrou no carro.

Eu não chorava mais, estava apática, vendo tudo a acontecer, como se apenas estivesse a assistir por fora, como se fosse outra pessoa apenas a assistir.

- Ran-chan! – Exclamou Saito-san pondo-se à minha frente – Vais estudar muito, para vires para Tokyo para ao pé de Ryo e de nós, né? – Despenteou-me o cabelo.

- Hai, Saito-san – Retorqui, com a voz rouca.

- Ganbatte! - Despenteou-me um pouco mais e foi para dentro do carro.

Ryo estava encostado ao portão, de braços cruzados olhando para mim. Olhei para ele e ele veio na minha direcção. Chegou junto a mim, pousou as suas mãos nos meus ombros e disse:

- Quem me dera que tivesses nascido uns anos mais cedo, Ran-chan - Murmurou, segurando-me pelo queixo. As minhas pernas tremiam e o meu coração batia freneticamente. Via tudo na minha cabeça acontecer, como se fosse
irreal.

Lentamente, olhando-me nos olhos, ele baixou os seus lábios sobre os meus e pousou-os gentilmente, mantendo-os unidos por um tempo que me pareceu docemente infinito, mas ao mesmo tempo, terrivelmente curto.

- Sayonara... Ran-chan, minha Bishoujou… - Fez-me uma festa no cabelo - Nunca desistas de ser quem és, nem percas esse teu sorriso, nem esse brilho lindo dos teus olhos - Com as mãos nos meus ombros, apertou-os e disse: - Sê feliz, Ran. Não deixes ninguém te pisar e humilhar! Vais-te tornar, numa bela mulher, acredita!!

Com isto, virou as costas e caminhou para o carro, sem olhar para trás.
Parecendo-me que estava parada no tempo, e que tudo acontecia em câmara lenta, vi aquele carro preto afastar-se cada vez mais.

Azumi-san dizendo adeus pondo a cabeça fora de janela olhando para mim, Saito-san apitando com a buzina do carro, e Ryo olhando através do vidro de trás, fazendo-me uma leve continência com dois dedos, até que o carro fez uma curva e eu o perdi de vista.

E assim se foram, deixando-me uma sensação de vazio, perda e desespero no peito. E ali eu fiquei, por quanto tempo não sei, até sair do meu estupor.

....


**

(Continua 2Cap.)
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